Luís 15 ou agulha, tucano adora salto alto

Tucano adora um salto alto…

Esse pecadilho custou ao partido a eleição de 2012, quando o PSDB entregou de mão beijada a Prefeitura de São José dos Campos ao PT. À época, o resultado surpreendeu até o vencedor, Carlinhos Almeida (PT). Com a eleição de Felício, a expectativa era que o tucanato tivesse aprendido a lição. Pura ilusão.

Com pouco mais de dois anos, a dúvida de parte do tucanato é a seguinte: que salto combina melhor com seus projetos de governo e suas metas políticas? Salto agulha? Luís 15? Plataforma? Pois é, enquanto tem gente trabalhando sério, outros tantos já enxergam os cargos e o governo como algo para chamar de seu. Um exemplo? A ponte estaiada, que tanta discussão tem gerado. Tirada do bolso do colete e recauchutada para ser o Ovo de Colombo de Felício, a ponte obedeceu até aqui um cronograma mais calcado em uma pretensa agenda eleitoral que no bom-senso, com a meta de ser entregue em outubro deste ano.

Só depois, com o trem nos trilhos e o debate sobre a obra espumando mais que alka-seltzer, o governo fez o óbvio: resolveu explicar para a sociedade, de fato, o porquê da obra. Aí vieram cartilhas, reuniões, uma via crucis.

Mas Inês já estava morta, o Fla-Flu instalado e os equívocos do processo a toque de caixa, flagrantes: tinha faltado o óbvio, dialogar, de fato, com a sociedade antes de as máquinas terem começado a furar o solo na Marginal do Vidoca.

O MP entrou em campo, foi feliz em sua ação e os operários tiveram que cruzar os braços, esperando uma decisão da Justiça sobre a necessidade ou não da obra de R$ 48 milhões.

O tucanato esperneou, mas, por enquanto, caiu do salto.Necessária ou não, a ponte estaiada torna evidente que a gestão pública mudou e mudou muito nos últimos anos.

Décadas atrás, um prefeito como Sérgio Sobral de Oliveira podia até murar a favela Santa Cruz para esconder os barracos e a pobreza da cidade da vista dos visitantes.

Hoje, a sociedade e as salvaguardas legais que ela dispõe estão mais complexas. Não basta ter ideias. É preciso construir um consenso em torno delas. Mas, para isso, o primeiro passo é descer do salto….